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Agilidade na entrega ganha peso nas decisões da Edmil

Competir em um mercado cada vez mais conectado e sem fronteiras é um dos principais desafios enfrentados pelas Lojas Edmil. Com atuação concentrada em Minas Gerais e forte presença em cidades do interior, a rede varejista vê a transformação do comportamento do consumidor e o avanço do comércio eletrônico como fatores que vêm redesenhando a dinâmica do setor.

Presente na Eletrolar Show 2026, Adaoney Pereira Valias, presidente executivo da companhia, acompanha as novidades do mercado ao mesmo tempo em que reforça o relacionamento com fornecedores e parceiros de longa data. Embora a busca por lançamentos faça parte da agenda da feira, o executivo afirma que a principal preocupação da empresa hoje está relacionada à competitividade frente aos grandes players do ambiente digital.

“Nosso maior desafio é competir com o mercado online. Com a loja física nós conseguimos competir, mas no digital existe uma diferença muito grande em função de regimes tributários especiais que acabam tornando algumas operações muito mais competitivas”, afirma.

Apesar desse cenário, Adaoney destaca que a participação na Eletrolar continua sendo uma oportunidade importante para fortalecer conexões e ampliar o conhecimento sobre o mercado. Segundo ele, o contato presencial com expositores e fabricantes permite identificar tendências, conhecer novas empresas e criar relacionamentos que podem gerar oportunidades de negócio.

Ao olhar para os próximos anos, o executivo acredita que a eficiência operacional será um dos principais diferenciais competitivos do varejo. A logística, especialmente em categorias como móveis e colchões, já ocupa papel estratégico dentro da companhia. “Hoje o consumidor valoriza cada vez mais a rapidez na entrega. Muitas vezes ele até abre mão do preço para receber mais rápido. Por isso estamos investindo em logística e buscando formas de ser mais eficientes em toda a operação”, destaca.

Para Adaoney, a discussão sobre tecnologia no varejo vai além de ferramentas e tendências. O foco, segundo ele, está em como utilizar esses recursos para tornar as empresas mais produtivas e competitivas. “Hoje competimos com o mundo. Não existe mais fronteira. O que todos precisam buscar é eficiência: olhar para dentro da empresa e entender onde é possível reduzir custos, ganhar produtividade e melhorar os resultados”, conclui.