A desaceleração do mercado de smartphones, pressionado pela escassez de chips de memória e pela demanda crescente de IA, tem redesenhado as estratégias das fabricantes em 2026. No Brasil, a expectativa é de retração entre 12% e 15% no segmento, mas a Xiaomi projeta crescimento mesmo nesse cenário. “Acreditamos em alta de 5% a 7,5% no nosso volume total, muito pautada na expansão do ecossistema de produtos”, afirma Luciano Neto,headda operação da marca noPaís.
Esse movimento tem ampliado o peso de categorias além dos smartphones, com destaque para robôs aspiradores, que ganharam relevância no portfólio e no faturamento. “O consumidor brasileiro está mais exigente e buscando produtos mais completos, não apenas de entrada”, diz Neto. Segundo ele, a evolução passa por maior nível de especificação e segmentação. “Hoje trabalhamos com diferentes modelos, desde os que fazem mapeamento inteligente até os que contam com base de autolimpeza e funções mais avançadas”, explica.
Para sustentar esse crescimento, a empresa reforça a escuta ativa do consumidor, tanto nas lojas físicas quanto nos canais digitais e no relacionamento com o varejo. A estratégia para o segundo semestre inclui antecipação de demanda e planejamento logístico diante de um ano considerado mais volátil. “É um ano de muitas distrações, então quem conseguir se planejar e aproveitar bem as datas vai ter vantagem”, afirma. Apesar dos desafios, a expectativa é positiva, apoiada no engajamento do consumidor brasileiro com a marca e na abertura a novas categorias.


