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Distribuidores precisam diversificar para seguir competitivos

Foto: Danyllo Silva, sócio proprietário da Primos Distribuidora.

A transformação das relações comerciais entre importadores, distribuidores e varejistas tem exigido uma adaptação constante dos distribuidores brasileiros. Para Danyllo Silva, sócio-proprietário da Primos Distribuidora, a competitividade crescente do mercado e as mudanças nos modelos de venda tornaram a diversificação um dos principais caminhos para sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.

Com atuação em Belo Horizonte e região metropolitana, além de municípios localizados em um raio de até 200 quilômetros da capital mineira, a empresa acompanha de perto as mudanças na dinâmica da distribuição. Segundo o executivo, um dos principais desafios atuais está na pressão exercida pelo comércio eletrônico e pela aproximação cada vez maior entre importadores e lojistas.

“Antigamente o distribuidor era uma peça indispensável nessa cadeia. Hoje muitos importadores passaram a vender diretamente para o varejo, reduzindo a necessidade da intermediação. Isso aumentou a competitividade e tornou nosso papel ainda mais desafiador”, afirma.

Participante da Eletrolar Show já há oito anos, Danyllo vê na feira uma oportunidade para fortalecer negociações e acessar condições comerciais diferenciadas. Para ele, um dos grandes diferenciais do evento está na concentração dos principais importadores do setor em um único ambiente, o que facilita reuniões, amplia o poder de negociação e acelera o fechamento de negócios.

“Aqui conseguimos falar diretamente com praticamente todos os fornecedores importantes para o nosso negócio. Além disso, existem condições comerciais que muitas vezes só são oferecidas durante a feira. Isso gera oportunidades reais e resultados concretos para a empresa”, destaca.

Ao olhar para o futuro da distribuição, o executivo acredita que a especialização excessiva tende a perder espaço. Na sua avaliação, empresas que desejam permanecer competitivas precisarão ampliar sua atuação para novas categorias e nichos de mercado. “A tendência é a diversificação. O distribuidor que trabalha apenas com uma ou duas linhas corre mais riscos. Quem conseguir agregar novas categorias terá mais chances de absorver novos mercados e continuar relevante”, conclui.