Partidas de futebol disputadas por robôs humanoides chamaram a atenção dos visitantes da Eletrolar 2026, mas o objetivo da iniciativa vai muito além do entretenimento. Apresentada pela Robofun, a tecnologia faz parte de um projeto voltado ao desenvolvimento de soluções em robótica humanoide que poderão ser aplicadas futuramente em diferentes setores da economia.
Segundo Vitor, representante da empresa, o projeto é resultado de uma colaboração entre entidades ligadas à robótica, universidades brasileiras e parceiros da iniciativa privada. O futebol funciona como um ambiente de testes para o desenvolvimento de hardware, software, inteligência artificial e estratégias de movimentação dos robôs.
“O futebol é apenas uma das aplicações. Para que um robô consiga jogar, ele precisa desenvolver habilidades complexas de movimentação, tomada de decisão e interação com o ambiente. Tudo isso pode ser aproveitado em outras aplicações no futuro”, explica.
As competições envolvem equipes formadas por robôs humanoides em partidas disputadas em formatos reduzidos, semelhantes ao futebol society. Além do desenvolvimento mecânico dos equipamentos, o projeto também trabalha a criação dos algoritmos responsáveis pelas ações e estratégias dos jogadores robóticos.
A iniciativa está alinhada a uma tendência global de avanço da automação e da robótica aplicada. Segundo a Robofun, tecnologias desenvolvidas para ambientes competitivos podem futuramente contribuir para soluções voltadas à indústria, logística, educação e interação com seres humanos.
A participação na Eletrolar 2026 também tem como objetivo aproximar o projeto do mercado. A empresa busca apresentar as possibilidades da robótica humanoide a organizações que já atuam com tecnologia e a companhias interessadas em desenvolver novas aplicações para automação.


