Eletrolar Show 2026 22–25 jun · Distrito Anhembi, SP
--dias
:
--horas
:
--min
:
--seg
Credenciamento Baixe o mapa

Blog

Sem indústria eletroeletrônica não há transformação digital, lembra Eletros

Se não há mais como dissociar a tecnologia do cotidiano das pessoas, e se ela evoluiu de um conjunto de ferramentas para o próprio ambiente em que vivemos, isso se deve em grande parte à indústria eletroeletrônica. Afinal, o acesso à softwares, aplicativos e serviços digitais depende profundamente de dispositivos, lembrou nessa terça-feira (23) o presidente-executivo da Eletros, Jorge Nascimento, em palestra durante a Eletrolar Show All Conected.

“Toda transformação depende de equipamentos físicos. A indústria eletroeletrônica viabiliza essa transformação digital. Sem a fabricação de monitores, computadores, periféricos de modo geral, não teríamos a experiência da tecnologia”, ponderou ele. “Tecnologia não é só software, é principalmente o hardware.”

A entidade presidida pelo executivo reúne as 40 maiores indústrias eletroeletrônicas em operação no Brasil, incluindo nacionais e multinacionais. Elas são responsáveis por 3,5% do PIB da indústria nacional, e colocam no mercado cerca de 100 milhões de produtos todo ano. O executivo exaltou a capacidade de inovação e a tecnologia empregada por essas empresas em seus processos produtivos. Mas não escondeu os desafios.

“Nosso setor está em transformação constante. Isso é um desafio não só para nós, mas também para a cadeia de componentes”, ponderou ele, exemplificando que no Brasil são lançados todos os anos 50 novos modelos de televisão por diversos fabricantes. E esses equipamentos são cada vez mais conectados, o que exige mais memória e processadores cada vez mais avançados.

“Precisamos que a cadeia de suprimentos esteja atenta à inovação, sob risco de não termos o avanço tecnológico adequado”, alertou. O executivo também citou aparelhos de ar-condicionado cada vez mais eficientes e econômicos graças às peças e motores mais modernos e avançados. E as geladeiras capazes de detectar a falta de alimentos e fazer compras sozinhas.

Segundo o executivo, a indústria eletroeletrônica brasileira avançou muito nos últimos anos, empregando em massa automação e robotização, por exemplo. Também foi possível reduzir a lacuna entre o anúncio de novos produtos e tecnologias e sua chegada ao Brasil – são inovações que não mais levam anos para chegar ao País.

Mas tudo isso depende de um avanço não só da cadeia industrial, mas também dos governos e órgãos reguladores. “Precisamos fazer com que todos os regulamentos e legislações acompanhem a evolução tecnológica. Da política industrial às relações de trabalho, até a relação consumerista, para que não atravanquemos o Brasil”, alertou.

Nascimento também lembrou que o consumidor brasileiro mudou muito, e que parte do trabalho da indústria e do varejo é entender essa mudança – o que tem sido feito com sucesso. Na pandemia, por exemplo, após uma queda substancial do consumo nos primeiros meses (-80% em abril de 2020), a indústria e o varejo local foram capazes de responder a demanda, acompanhar a mudança do perfil de consumo e evitar crises mais sérias de abastecimento.

Hoje, 86% dos brasileiros compram online pelo menos uma vez por mês, lembrou Jorge Nascimento.