Em um cenário marcado pela forte concorrência do comércio eletrônico e pela pressão constante sobre as margens do varejo, a busca por fornecedores, novos produtos e oportunidades de negócio segue no centro da estratégia da Port Distribuidora. Com sede em Belo Horizonte e atuação nacional, a empresa participa da Eletrolar Show 2026 de olho tanto em novas parcerias quanto na evolução do próprio portfólio.
Segundo Fabiano Costa, Head de Supply da companhia, o principal desafio atual está em manter a competitividade diante de um ambiente cada vez mais disputado. Para ele, a expansão dos canais digitais trouxe benefícios ao consumidor, mas também elevou o grau de complexidade para empresas que operam dentro de uma estrutura tradicional de custos.
“A internet empoderou o consumidor e aumentou muito a concorrência. Hoje vemos ofertas que, muitas vezes, são difíceis de entender quando colocamos todos os custos na ponta do lápis. O desafio é manter a competitividade sem abrir mão da sustentabilidade do negócio”, afirma.
Durante a feira, o executivo concentra sua agenda em categorias como informática, energia e utilidades domésticas, além de reuniões com potenciais parceiros estratégicos. Mais do que encontrar novos produtos, o objetivo é avaliar se o mix atual continua alinhado às demandas do mercado e às expectativas dos clientes atendidos pela empresa nos segmentos B2B, B2C e governo.
Ao percorrer os pavilhões da Eletrolar Show, uma tendência chamou especialmente sua atenção: o avanço da casa conectada. Soluções voltadas para automação residencial, monitoramento inteligente e integração de dispositivos aparecem, na avaliação do executivo, como um dos movimentos mais relevantes para os próximos anos. “A inteligência artificial estará cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. Ver como ela já está sendo aplicada em soluções para o ambiente doméstico mostra um caminho muito claro para o futuro do setor”, observa.
Para Costa, o valor da participação em uma feira de negócios está diretamente ligado à geração de resultados concretos. “Quando uma empresa vem para um evento desse porte, ela precisa sair daqui com novos negócios, novas oportunidades ou direcionamentos claros para o seu portfólio. É isso que faz a participação valer a pena”, conclui.


