O conceito de omnicanalidade cresceu, e não se trata mais de uma simples integração entre lojas físicas e virtuais. A inteligência artificial, as redes sociais e diversos outros canais de contato com o cliente também precisam estar nas estratégias dos varejistas se eles quiserem se destacar e aumentar vendas.
Esse é o recado que Carolina Soares, Diretora de Novos Negócios da Infracommerce, deu durante o segundo dia da Eletrolar Show All Connected 2026. O evento começou na segunda-feira (22) e vai até quinta (25) no Distrito Anhembi, em São Paulo, capital.
Segundo a executiva, 90% dos consumidores atuais consultam múltiplos canais antes de tomar decisões de compra – isso significa buscar informações nos marketplaces, mas também no TikTok e conversando com um chatbot de IA. Para ela, a forma de busca conteúdo mudou, com os buscadores tradicionais deixando de exercer papel central.
“Não é que o Google vá morrer, mas a maneira como a gente buscava por conteúdo mudou. Lá atrás falávamos tanto de SEO, de indexação… Nós, como empresas, como vendedores, precisamos nos adequar a essa nova realidade”, resumiu a executiva em palestra.
Apesar das dificuldades de alcançar tantos canais novos, Carolina deu algumas dicas. Recomendou, por exemplo, centralizar e organizar a gestão para conectar iniciativas de diferentes equipes – produção, loja, digital – e aproveitar o “buzz” gerado em todos os canais. Segundo ela, isso não exige grandes investimentos financeiros, mas sim mudanças em processos.
Ela também destacou que é importante estar onde o consumidor está. O TikTok, por exemplo, antes subestimado, se tornou “o segundo maior marketplace do Brasil”, com empresas faturando bilhões na rede, inclusive com produtos de ticket médio elevado.
Carolina também recomendou terceirizar o que não é o “core business” da empresa (como logística e tecnologia, por exemplo). Isso permite que a empresa se concentre na venda de produtos e na aquisição de clientes. A tecnologia, aliás, precisa ser uma facilitadora, não bloqueio. Integrar sistemas (loja física com online e marketplaces) continua sendo essencial.
Por último, a executiva lembrou que o Brasil já é o 4º país que mais usa chatbots de IA. E que por isso as empresas precisam aprender a ter produtos onde o consumidor busca informações.


