Imagine que você pergunta para seu serviço de inteligência artificial generativa preferido quais são os cinco arquitetos mais renomados da cidade em que mora. É muito provável que a resposta vá ser muito diferente da recebida por outras pessoas que fizerem a mesma pergunta.
Para quem trabalha com marketing, e que até pouco tempo atrás estava habituado com a relativa previsibilidade dos motores de busca, esse cenário é um desafio imenso. Afinal, os modelos de inteligência artificial são essencialmente “caixas pretas” – ninguém sabe em detalhes como funcionam e como eles ranqueiam as marcas e pessoas com presença digital.
“Até pouco tempo atrás, no mesmo sistema, a resposta era igual. Era fácil saber se seu marketing estava fazendo um bom trabalho”, ponderou Alexandre Caramaschi, cofundador da NAIA, em palestra durante a Eletrolar Show All Connected 2026.
Essa questão é importante conforme as pessoas migram seus hábitos de consulta para os motores de IA, e conforme os motores de busca se tornam, eles próprios, ferramentas generativas. Além disso, com o crescimento do chamado “comércio agêntico”, no qual agentes de IA autônomos conversam entre si para fazer compras, ser lembrado por esses modelos pode fazer toda a diferença para os negócios.
“A gente explodiu o funil de vendas. Agora eu não tenho a menor noção de por onde um lead passou”, ponderou Caramaschi. É por isso que o conceito de “AI Visibility” (em tradução livre, visibilidade pela IA) tem crescido.
A NAIA, cofundada pelo executivo, busca justamente resolver o problema de marcas e profissionais que buscam ter reputação digital, de modo que os motores de busca das IAs os encontrem. É o chamado GEO (optimização para motores generativos, em tradução livre), que otimiza conteúdo para que o ChatGPT, o Gemini e o Claude, entre outros modelos, encontrem, compreendam e citem as marcas.
A solução da NAIA considera elementos como frequência de menção (percentual de respostas dadas pela IA em que a marca ou nome aparece) e em que posição essas menções aparecem.
Segundo ele, esse movimento é urgente porque, a partir de 2027, essas posições nos rankings serão “calcificadas”. Para o especialista, 95% das marcas não têm “nem o básico”, que seria ter “conteúdo relevante na internet” associado.


