Em um mercado dominado por grandes marcas globais, a Jovi chega ao Brasil com uma proposta diferente. Em vez de replicar estratégias internacionais, a empresa decidiu construir sua operação a partir do comportamento do consumidor local.
A abordagem foi detalhada por André Varga, diretor de produtos da companhia, durante painel no segundo dia do Congress Brazil Mobile 2026.
Entender o Brasil antes de vender no Brasil
Antes de lançar seus produtos, a Jovi conduziu mais de 4 mil entrevistas com consumidores brasileiros. O objetivo era mapear hábitos, dores e expectativas reais.
Esse diagnóstico guiou decisões importantes. Entre elas, o foco em bateria de longa duração, desempenho de câmera em ambientes noturnos e maior resistência dos aparelhos.
A escolha pela produção em Manaus também segue essa lógica. Além de reduzir custos e ganhar agilidade, a operação local permite respostas mais rápidas às demandas do mercado.
Para PMEs do varejo, a mensagem é clara. Conhecer profundamente o cliente não é discurso, é estratégia.
Distribuição ampla e experiência como diferencial
A Jovi estruturou sua presença com mais de 1.500 pontos de venda, incluindo redes nacionais, varejistas regionais e canais online. A ideia é ganhar escala sem perder proximidade com o consumidor.
Mas o foco não está apenas na distribuição. A empresa tem investido em construção de marca com ações locais e parcerias com influenciadores, conectando o produto ao cotidiano do brasileiro.
Outro ponto relevante está no pós-venda. A oferta de dois anos de garantia, quatro anos para bateria e até cinco anos de suporte reforça uma preocupação crescente do consumidor com segurança e durabilidade.
Localização como estratégia de crescimento
A filosofia da empresa parte de um princípio simples. Fazer o melhor produto possível nem sempre é o mesmo que fazer o produto certo para aquele mercado.
Por isso, a Jovi aposta em uma construção gradual, focada em relevância e adaptação. O plano passa por ampliar a produção no Brasil, expandir o portfólio e consolidar a marca nos próximos anos.
Para o pequeno e médio varejista, o movimento reforça uma tendência importante. Em um mercado cada vez mais competitivo, ganha espaço quem entende melhor o cliente e consegue traduzir isso em produto, serviço e experiência.
Mais do que competir por preço, a disputa passa a ser por conexão com o consumidor.