Releases - 29/05/2017

Latin American Electronics amplia as fronteiras para o mercado brasileiro



Segunda edição do pavilhão internacional da Eletrolar Show, tendência das grandes feiras do mundo, reforçou o papel do País como entreposto de bons negócios entre empresas estrangeiras e fabricantes, importadores e distribuidores nacionais.

Interessadas em estreitar relações comerciais com o Brasil e outros países latino-americanos, 180 empresas chinesas participaram da segunda edição da Latin American Electronics, realizada simultaneamente à 11ª Eletrolar Show. O evento reuniu, principalmente, fornecedores de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, com o objetivo de apresentar aos fabricantes, importadores e distribuidores nacionais seus produtos e a capacidade produtiva da China.

A presença da delegação chinesa em feiras fora de seu País tem sido uma realidade no mundo todo. “Viemos ao Brasil para entender melhor o mercado, conhecer as necessidades, aprender sobre as diferenças culturais e nos inteirar sobre a real situação econômica do País”, contou Liu Zhenhua, gerente da Beijing B-Long International Convention & Exhibition, que trouxe 30 expositores para a Latin American Electronics.

Os eventos internacionais ampliam os negócios para a indústria chinesa, mas, também, criam oportunidades para o mercado local. É a possibilidade de conhecer tendências, encontrar fornecedores e atestar a qualidade dos produtos expostos, mas sem ter que atravessar o globo para se sentar em uma mesa de negociação. A participação das companhias é apoiada pelo Ministério do Comércio da China, como forma de promover os resultados de um constante investimento em qualificação da produção em seu país.

Parceiros de longa data
Na cerimônia de abertura da Latin American Electronics, que contou com a participação de diversos representantes de órgãos ligados ao comércio da China, o vice-secretário da Câmara de Importação e Exportação de Produtos Mecânicos e Elétricos, Guo Kuilong, destacou que as melhores empresas chinesas foram selecionadas para o evento, sendo que 80% delas já possuem algum tipo de atuação no mercado brasileiro. “Temos muito a contribuir com o Brasil e demais países da América Latina. Hoje, por exemplo, a China detém 70% da capacidade produtiva global de geladeiras e outros eletrodomésticos. Queremos atender a demanda destes países.”
Há pouco mais de 40 anos, o Brasil estabelece uma relação diplomática com a China.

Consequentemente, a cooperação comercial entre os dois países cresceu consideravelmente ao longo da última década. Conforme lembrou o cônsul comercial e econômico chinês, Yu Yong, enquanto o comércio entre Brasil e China movimentou US$ 15 milhões em 1974, esta cifra alcançou quase R$ 70 bilhões em 2015.

“Desde 2012, o Brasil é o principal parceiro comercial da China. Aqui, já investimos US$ 20 bilhões e queremos ampliar a geração de negócios provenientes do setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos”, ressaltou o cônsul. “Este é um segmento muito importante para a China. No primeiro semestre deste ano, a cada 10 produtos que vendemos para o Brasil, oito foram produtos eletrônicos.”

Para Carlos Clur, presidente do Grupo Eletrolar e organizador do evento, fatores como a estabilidade do dólar e a maior confiança do mercado na atual política econômica tendem a favorecer a ampliação do comércio bilateral entre o Brasil e a China. “Queremos fortalecer as relações comerciais de uma parceria histórica. É inegável que essa cooperação traz bons resultados para a indústria nacional. Os produtos chineses só chegam aos consumidores brasileiros através de fabricantes, importadores e distribuidores locais”.

Novidades
Do portfólio apresentado pelos expositores da Latin American Electronics, destacaram-se produtos que promovem a conexão do lar, de speaker Bluetooth a sistemas de câmera com acesso remoto. A Bona Robot, por exemplo, trouxe para o evento os robôs de limpeza, alguns com conexão WiFi ou 3G, segmento em que detém a terceira colocação no mercado chinês. A empresa, que esteve pela primeira vez no Brasil, acredita no apelo desse produto para o mercado local e buscou um fabricante parceiro para trazê-lo ao País. “Se a indústria brasileira perder o timing, estará deixando para trás uma boa oportunidade”, avaliou Yao Huizhen, gerente de vendas da companhia.

Outras duas empresas que estrearam na feira e tiveram contato com o mercado brasileiro pela primeira vez foram a Pilot Technology e a Giocoso. A primeira, mostrou diferentes soluções em baterias portáteis, como modelos para carregamento wireless e com tecnologia que agiliza a recarga da bateria, entre outras soluções. “O Brasil é um bom mercado, mas ainda temos poucos clientes. Na feira, buscamos uma marca que queira importar ou distribuir nossos produtos”, contou Jose Xu, da área de vendas da companhia.

A Giocoso apresentou opções de eletroportáteis com forte apelo junto ao público infantil, como juicer, que também produz sorvete, e uma máquina de algodão doce. Seu principal destaque foi o aparelho que prepara picolés em até seis minutos. “Nossa capacidade produtiva como um todo é de 200 mil peças e estamos interessados em entrar na América Latina. Viemos para a feira buscar algumas marcas em potencial”, disse Steven Ye, gerente de vendas.

DESTAQUES
Comércio entre Brasil e China movimentou R$ 70 bilhões em 2015. No primeiro semestre deste ano, a cada 10 produtos vendidos para o mercado brasileiro, oito foram produtos eletrônicos.

Eletrolar Show 2017
12ª Feira de Negócios para a Indústria e o Varejo de Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos, Celulares e TI

Data: 17 a 20 de julho de 2017, das 13h às 21h
Local: Transamerica Expo Center – Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387
Realização: Grupo Eletrolar
Telefone: +(55) 11 3035-1030

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